quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Que o seu imposto renda!





Já que o Imposto de Renda é um dever do cidadão e das empresas, que tal colocar responsabilidade social neste ato? Você sabia que você e sua empresa pode direcionar parte desta contribuição ao Projeto Âncora?

Com esta publicação, esperamos poder orientar indivíduos e empresas sobre os incentivos fiscais existentes, para que façam doações para projetos de cunho social, contribuindo, assim, para o desenvolvimento do país.

Os incentivos fiscais existem no mundo todo e são importantes ferramentas utilizadas pelos governos, que através da redução de sua arrecadação de impostos, buscam fomentar o investimento privado em uma determinada atividade. Portanto, eles não são uma benesse ou vantagem, mas um instrumento da política de desenvolvimento.

O uso de incentivos fiscais para projetos sociais é crescente, mas ainda está longe do potencial, ou seja, do valor que poderia ser destinado para os projetos se todas as pessoas e empresas que podem fazer doações as fizessem.
Para melhorar o desempenho foi criado em 2005 dispositivo de lei permitindo ao doador escolher a instituição que deve receber o incentivo.

Depois da leitura, esperamos não só esclarecer dúvidas como também demonstrar que os incentivos fiscais estão a sua disposição para que possa contribuir para a Transformação Social na formação de seres humanos mais felizes e sábios.





DOAÇÕES COM INCENTIVOS FISCAIS

Diretamente para o Projeto Âncora:

O Projeto Âncora, por ter o reconhecimento de Utilidade Pública Federal, pode receber doações de pessoas jurídicas tributadas pelo regime do Lucro Real, que poderão deduzi-las como despesa operacional até o limite de 2%(dois por cento) de seu lucro operacional bruto, calculado este limite antes do cômputo da própria doação, reduzindo, por conseguinte, o imposto de renda e a contribuição social devidos. Caso a doação supere o limite, o excesso não poderá ser carregado para o ano seguinte. A dedução está autorizada pelo artigo 13 parágrafo 2º da lei Federal 9249/1995 e pelos artigos 59 e 60 da MP 2158 -35 de 24.08.2001.
O depósito deverá ser feito na conta de:

Projeto Âncora Pelos Direitos da Criança, Adol. e Idoso
CNPJ: 00.860.895/0001-34

Banco Itaú S/A
Agência: 3218 - C/C.: 00970-6

Ou

Banco Bradesco
Agência 2384 - Granja Vianna - C/C.: 5239-6


O Projeto Âncora emitirá um recibo contendo o valor e a data da doação, acompanhado da declaração de aplicação de recursos instituída pela instrução normativa SRF 87/96.

2. Doações Através do CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

O Projeto Âncora está autorizado a captar recursos dedutíveis do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas, através de projeto aprovado no CMDCA de Cotia, como previsto nas leis 8.069 de 13.07.1990 e artigo 87 do decreto 3000/99.

Pessoa Jurídica

·         Pode direcionar até 1% do imposto de renda devido aplicável sobre o valor da alíquota de 15%, desde que o imposto seja apurado com base no lucro real.

Pessoa Física


·         O limite de dedução é de 6% do imposto de renda devido. A doação efetuada em 2016 será objeto da declaração a ser entregue em 2017.




 AGORA QUE VOCÊ DECIDIU CONFIRA O PASSO A PASSO


 Pessoa jurídica:

Depois de apurar o valor da doação passível do benefício, basta efetuar o depósito durante o exercício de 2016, que deverá conter os seguintes dados:

Banco do Brasil 001 – Agência: 0916-4 – Conta nº: 74031-4
FavorecidoFundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente
CNPJ: 13.540.277/0001-59

IMPRESCINDÍVELEncaminhar para o Projeto Âncora por e-mail: ancora@projetoancora.org.br o comprovante de depósito, razão social, CNPJ da pessoa jurídica doadora e telefone de contato. 

Pessoa física:

Depois de apurar o valor da doação passível do benefício, basta efetuar o depósito durante o exercício de 2016, que deverá conter os seguintes dados:

Banco do Brasil 001 – Agência: 0916-4 – Conta nº: 74031-4
FavorecidoFundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente
CNPJ: 13.540.277/0001-59

Faça aqui a sua simulação no site da receita:  https://goo.gl/7mya0W

IMPRESCINDÍVELEncaminhar para o Projeto Ancora por e-mail: ancora@projetoancora.org.br o comprovante de depósito, nome completo, CPF da pessoa física doadora e telefone de contato.



IMPORTANTE: Caso não nos envie o comprovante de doação, não teremos como identificar a doação, consequentemente informar à Receita Federal do Brasil para abatimento do seu imposto de renda.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O Brasil que Doa







 
Brasileiros são conhecidos pela hospitalidade, afetividade, festividades, mas como se comportam os brasileiros quando o tema é Solidariedade?  O nosso país absorveu o “Black Fryday”, mas por que não incorporou o Thanksgiving?  Em recente e pioneira pesquisa sobre a cultura de doação pelo IDIS(Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), nos deparamos com o perfil da filantropia no país.
pesquisa IDIS
Os dados obtidos são bem interessantes, como constatação de que 77% da população praticou algum tipo de doação ao longo de 2015 e que o hábito de doar faz parte da vida do brasileiro regularmente. Mesmo estando muito aquém dos países com a cultura de doação arraigada, já temos bons motivos para comemorar. Outros dados animadores é que o montante das doações no país somou R$ 13,7 bilhões, equivalente a 0,23% do PIB nacional. Nos Estados Unidos com PIB (2015) de 17,937 trilhões de dólares o valor de doações de pessoas físicas é de 330 bilhões, o que equivale a 18,44% do total do Produto Interno Bruto. 
Quem é este doador em potencial? Mulheres de nível superior que frequentam alguma instituição religiosa e com renda superior a 4 salários mínimos. 
Curioso quando se faz uma busca de imagens pelo Google com a palavra doação, aparece corações, roupas, bancos de sangue,  alimentos, mãos unidas, entre outros. Quando se faz a mesma busca em inglês “donation” aparecem cofres e moedas. Esta simbólica busca demonstra a ideia de doação do brasileiro. 


A Cultura de doação está crescendo, mas ainda há muito terreno a ser expandido.
Este tema vem ganhando destaque no Brasil no último ano. A corajosa decisão de Elie Horn, dono da Cyrela, de se juntar ao movimento Giving Pledge e se comprometer a doar 60% de sua fortuna em vida é um maravilhoso exemplo para indivíduos detentores de grandes fortunas no país. Em recente entrevista a Época negócios Elie Horn, que mantém sigilo dos contemplados pelo investimento social, afirma: “No começo, pensava muito na questão da pobreza. Depois comecei a pensar que se a gente aproximasse as pessoas de Deus não haveria estupro, nem assassinatos. Portanto, a formação moral é fundamental. O mundo educado, o mundo moral, é o mundo que não tem mal. Ou, diante dele, o mal diminui de forma bastante rápida. Por isso, em primeiro lugar, hoje invisto na educação moral. Aí está o futuro.”

O que motivou Elie Horn a fazer a imensa doação é o engajamento na causa. Validamos o que no nosso ponto de vista fará o mundo um lugar melhor para se viver. Validamos a melhora de pessoas para a construção de um novo mundo. O ponto é que sempre podemos enquanto cidadãos e empresários melhorar a nós mesmos, sermos inspiração em nossas empresas, nos posicionando a favor de causas que nos fazem sentido.  Os dados da Doação Brasil comprovam que 89% dos doadores, o fazem pelo simples fato do sentir-se bem ao doar e 80% afirmou que ajudou por ser sensibilizado com a causa.
No ato da doação todos os envolvidos ganham. Transformar realidades dos menos favorecidos é muito possível, distribuir a renda é emergencial para construção de um país mais justo, sábio e menos violento. Basta um pequeno deslocamento da zona de conforto. Se queremos ver a mudança fora, precisamos começar com uma mudança interna.  Maneiras são inúmeras: Incentivo fiscais, doações mensais, parte do imposto de renda, voluntariado, gincanas de arrecadação de alimentos e o que mais a sua boa vontade criar. Não há limites.
Este ano fazemos o convite para que este #Diadedoar se estenda e que cada um de você possa ser co-responsável na construção do nosso Centro Cultural Comunitário. Nosso Circo a serviço da Transformação Social por meio da arte, cultura e cidadania.Se aproprie, doe e depois compartilhe, envie um vídeo do porquê do seu apoio. Vamos dar as mãos. A sua SOL idariedade nos dará luz e voz será aplaudida por muitos.
 Muito simples e rápido. Só Clicar 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Carta do mês de novembro



Cotia, 11º de novembro de 2016


Caros amigos,

Toda visita recebida no Projeto Âncora (e por semana são no mínimo 70) pergunta: como a organização se mantém?

O trabalho de manutenção é árduo e diário, educadores e pessoal operacional a trabalhar com o rigor e a relevância que nos fazem ser inspiradores de novas práticas. E uma equipe de diretores, conselheiros e funcionários que se debruçam sobre as tradicionais e novas formas de trazer recursos financeiros para a manutenção e a expansão dos trabalhos.

O Projeto Âncora não é mantido pelo governo e não tem um fundo.
Toda a manutenção vem de:
Doações de pessoas físicas ou jurídicas, o que representa 27% do total. Programa de Nota Fiscal Paulista, 16%. Parcerias com órgãos públicos, 11%. Imposto de Renda de parceiros, 8%. Patrocínios, 19%. Recursos gerados dentro do próprio Âncora, 12%. Outros, 7%

De um lado sabemos que precisamos ser criativos num momento como o que atravessamos, por outro não cogitamos arriscar a qualidade do trabalho que sempre fez do Âncora uma referência.

Sabemos também que o que nos sustentará será sempre o que nos sustenta. Num mapeamento rápido do que é que sustenta o Projeto Âncora, certamente encontramos sua reputação, o espaço que ocupa no terceiro setor, a inovação empreendida na área de educação, a seriedade com os recursos que possui e com o serviço que presta, mas, sobretudo o aval e a parceria com todos vocês que compõem a grande comunidade Âncora.

Estamos construindo várias campanhas, uma delas para aumentar o número de colaboradores mensais, basta entrar no site e colaborar com a quantia desejada.
E se você, sua empresa, sua família e amigos pagam Imposto de Rendapedimos que destine ao Projeto Âncora a parte que legalmente é possível, 6% para Pessoas Físicas que declarem no formulário completo e 1% para Pessoas Jurídicas para empresas de lucro real. O depósito precisa ser feito até o último dia deste ano. O valor é depositado no Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cotia | CNPJ 13.540.277/0001-59 | Banco do Brasil |Agência 0916-4 CC 74031-4. Para que possamos comprovar a doação junto ao Fundo é imprescindível encaminhar para o Projeto Ancora, por e-mail:
ancora@projetoancora.org.br, o comprovante de depósito, nome completo, telefone, nº CPF da pessoa física ou CNPJ de pessoa jurídica doadora.

Estamos tratando o orçamento de 2017 de forma coletiva, envolvendo pais e funcionários. E envolvendo nossos amigos e parceiros, entendendo a crise como oportunidade para uma sustentabilidade mais responsável e mais equilibrada.

Contando com você como pilar de nossa sustentabilidade.

Abraço fraterno.


Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora



Contribua para transformação social, transformando o Circo num Centro Cultural


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Projeto Âncora lança campanha de financiamento coletivo



A ong/escola referência internacional de inovação em educação, lança projeto no Kickante para equipar o seu circo tornando-o um centro cultural comunitário.

O circo foi a primeira construção do Âncora em 1996. Como o coração de um bebê é o primeiro órgão a ser formado, o Circo-Escola é o coração da entidade. A partir dele, histórias foram transformadas em apresentações, oficinas, encontros comunitários, eventos, espetáculos. O circo é o ícone da instituição que hoje é reconhecida mundialmente pela inovação em educação. A lona foi envelhecendo, rasgando e sendo reformada, mas seu tempo findou-se. Entre 2012 à 2014 foram captados recursos para que o Âncora pudesse contar com a nova cobertura. Quando a entidade completou 20 anos, a nova lona foi erguida. Este salto foi dado, agora o próximo desafio é aparelhar o circo.

Veja só e se Integre

Durante Parada Cultural apresentações sem infra estrutura
Com o intuito de criar um Núcleo Sócio-Cultural que dê condições para que os eventos e as oficinas de circo, dança e música, aconteçam de forma digna e artística, para os educandos, artistas e público em geral, foi lançada em 07 de novembro uma campanha no Kickante para arrecadar R$ 150.000 que serão destinados à compra de material circense e equipamentos de iluminação e áudio visual. “Difícil vir para o Sarau e se apresentar no SECO. Sem luz, som chiando, falta de recursos cênicos. Desafiador para o artista” – observa o ator Fabio Neppo, que aos 12 anos foi um dos primeiros educandos do Projeto Âncora e hoje já participou de novelas, sendo a de maior repercussão como o Kleiton na novela Cheias de Charme na Rede Globo, fez longa-metragens e peças teatrais, ganhando um Kikito de ouro como ator coadjuvante  com o Filme “De passagem” do diretor Ricardo Elias.


Acontece no circo, semanalmente, 22 oficinas de salto, tecido, trapézio, palhaço e lira. Uma alternativa à atividade física, além dos esportes de quadra. O circo, dança, música e artes cênicas fazem parte do contexto curricular. Os eventos do Projeto Âncora como o Sarau mensal aberto a toda a comunidade e a Parada Cultural, evento semanal, acontecem no circo e precisam de amparo técnico para incrementar o teor e o repertório artístico em uma região carente de espaços culturais.

O Píccollo Circo no espetáculo Teatro de Variedades, realizou residência artística que culminou num prestigiado espetáculo.

Cotia tem 250.000 habitantes e não conta com um espaço cultural gratuito e aberto à população. “Não existe teatro e fomento às artes. O foco do poder público municipal é apoiar o setor industrial e o desenvolvimento imobiliário”, constata Marcio de Andrade, educador musical e ativista humanitário que integra o ÔKupa Âncora, movimento de ocupação do Projeto Âncora, nos períodos que a ONG não está atendendo as crianças e jovens que ficam por 9 horas na instituição.

Dança circular na celebração de um ano do ÔKupa Âncora


 O Circo do Projeto Âncora também é bastante procurado para sediar espetáculos de diversas companhias, mas poderia ser palco de muitos outras manifestações artísticas, se estivesse equipado, impactando uma região polarizada, formada por bairros nobres e formadores de opinião, mesclada com as periferias de Cotia, SP, Embú das artes, Taboão da Serra e Carapicuiba, amplamente carentes em equipamentos sociais e culturais.

Para a construção de Comunidades de Aprendizagem que o Âncora se propõe e é reconhecido por isto, o circo é um elemento fundamental para aglutinar os potenciais coletivos e individuais que o Circo oferece, empoderando a todos os envolvidos. Embaixo da lona a criança se encontra e eleva sua autoestima brincando. As práticas circenses exigem enorme disciplina e estimulam a superação, determinação, atenção, cooperação e processos criativos. Uma arte plural que encaminha à realização de proezas rumo a concretização de sonhos possíveis.



Estão todos convidados a participar da formação das Comunidades de Aprendizagem e a campanha Kickante é um caminho iniciado à transformação social por meio da cultura, da arte e da organização comunitária.



Projeto Âncora
Estrada Municipal Walter Steurer, 1239 / Jd. Rebelato / Cotia – SP
Informações para a imprensa
Ana Alcantara
cel: 9 9913 87 20

Tel: 4612 99 66

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Um dia no Âncora





Em resposta a uma crescente demanda, desde 2013, o Projeto Âncora oferece aos educadores e afins programas de vivência da prática pedagógica. Os programas consistem em imersões no Projeto, onde os profissionais partilham do cotidiano no contexto escolar de nove horas por dia, vivenciam e refletem sobre diferentes formas de aprendizagem, tomadas de decisão, gestão de conflitos e o despertar de seus poderes criativos na adequação para a realidade de cada instituição. Dentro do Programa de Transformação Vivencial, o Projeto Âncora oferece algumas opções que variam de uma tarde a uma semana.

Já estamos programados até dezembro para a vivência de um dia. Elas acontecerão nos dias 09, 17 e 23 de novembro e 01 e 08 de dezembro.

Neste dia os participantes vivenciam atividades junto aos educadores e educandos das 9h30 até 16h. O participante faz uma visita guiada pelas crianças, acompanha atividades pedagógicas na Escola e alimentação. No final do dia, faz parte de uma roda de conversa mediada por um de nossos educadores. Serão formados grupos de, no mínimo, 15 pessoas.
Valor: 280,00/pessoa -  incluso: lanche (manhã e tarde) e almoço.

Os interessados precisam enviar um e mail para joao@projetoancora.org.br


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Carta do Mês de Outubro



Cotia 1º de outubro de 2016                                           


Caro amigo,

Comemorando os 21 anos do Projeto Âncora, reproduzimos abaixo matéria do Jornal D'aqui, mais antigo jornal da cidade. Aproveito a ocasião e o momento de celebração para agradecer a parceria e amizade e parabenizar a todos os âncoras desse sonho coletivo.

Grande e fraterno abraço.

Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora




ESPECIAL ÂNCORA, 21 ANOS. EXTRAPOLANDO MUROS, SOMANDO RIQUEZAS

Enquanto candidatos discutem a construção de novos prédios escolares, novos centros, o Projeto Âncora aponta outros caminhos para aprendizagem e abre o próprio espaço para ocupação. “A educação pode acontecer em um teatro fora do horário de espetáculo, em um hall de condomínio, na praça. Existe espaço ocioso nas cidades e é preciso ocupá-lo”, argumenta a arquiteta e co-fundadora do Âncora, Regina Machado Steurer. E não se trata apenas de espaço, mas também de conteúdo educacional. Todos, espaços e pessoas, podem se tornar poderosos agentes pedagógicos.
Das tantas inspirações que tornaram o Projeto Âncora uma realidade, há 21 anos, uma delas era abrir caminhos para a escola pública por meio de novos experimentos educacionais. A Cidade Educadora, este conceito onde todo o território do bairro e da cidade é também de aprendizagem, em evolução no Projeto Âncora, já tem muitos “cases de sucesso” para relatar.

Exemplo: um grupo de meninas definiu o tema “Moda nos Anos 50” como projeto de aprendizagem. A avó de uma delas, dona Zenil, costureira, foi abordada se poderia dar algumas aulas de corte, costura e modelagem. E as tardes  se transformaram em uma oficina, onde ela também sentiu o prazer do ofício de educar. Cortaram, montaram, ouviram histórias e fizeram seus próprios figurinos.
Projeto de moda dos anos 50 no atelier da Zenil no Jd Santa Maria

Cisterna feita pelo ex educando Jean Marcos










Outro: num dia quente, durante o racionamento de água, as crianças não puderam brincar como queriam se refrescando com mangueiras e afins. A curiosidade do aluno Jean Marco, então com 15 anos, sobre a escassez, o levou a criar um novo projeto: fazer cisternas para reuso da água. O grupo Transition Towns Granja Viana foi o agente pedagógico e desse processo saíram uma cisterna para a escola, outra para a casa de Jean Marco e de mais dois outros amigos.
Matemática, nutrição, finanças e relações públicas são alguns dos aprendizados que as crianças absorvem num dia de feira
E dezenas de projetos que acontecem a todo momento no Âncora, de acordo com a curiosidade do “menino”. Quanto de matemática, história, geografia, português entrou em cada um desses projetos no processo do “fazer”? De forma eficiente, o que aconteceu ali foi uma vivência intensa de conhecimento e sua usabilidade em questões concretas do dia-a-dia.
Na caminhada "exploradores" o mapeamento do próprio bairro é entendido como território de educação

De fora para dentro – Se as portas estão abertas para que os alunos encontrem seus novos educadores no bairro ou na cidade, o Projeto Âncora também está de braços abertos para recebê-los, por meio do movimento “Okupa Âncora”. Todas as dependências dos 12 mil m2 podem ser otimizados por artistas, oficineiros de toda espécie, professores de dança, circo, idiomas e o que mais for possível. De manicures a executivos home office que precisam de uma mesa e wi-fi. Basta para isso, contribuir com a troca de conhecimento ou até mesmo, financeiramente. O que você pode ensinar? Tem sempre alguém que pode aprender. E somar riquezas com o Âncora.
Link desta matéria:

Link da matéria - comemoração dos 21 anos:

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Carta do Mês de Setembro

Caros amigos,

Inaugurando o mês de aniversário de 21 anos do Projeto Âncora, está no ar neste dia 01 de setembro, às 21h, no Canal Futura, o primeiro documentário da série produzida em parceria com o SESI, "Destino: Educação - escolas inovadoras". Dez países foram escolhidos, 12 escolas selecionadas, para apresentar como estão criando a educação do século XXI. O Projeto Âncora tem a honra de abrir o primeiro episódio da temporada. 

No arquivo anexo o artigo do O Globo, que ilustra a importância do Projeto Âncora nesse momento de maioridade.

Venha celebrar conosco! Dia 24 de setembro, das 11h às 16h, estaremos em festa com apresentações artísticas, comidinhas, sarau, brincadeiras, circo, feira de economia criativa com: trocas, artesanato, moda e bazar solidário. Traga utensílios e roupas em bom estado e que não usa mais e troque por outras de maior necessidade no momento. Também vale doar para o bazar. Será uma alegria compartilhar deste dia especial com você!


Grande e fraterno abraço.


Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora





O futuro no presente
Uma escola inovadora dialoga com as novas tecnologias
POR DEBORA GARCIA
22/08/2016 0:00

O que torna uma escola inovadora? O que permite que acompanhe a velocidade da sociedade, as mudanças profundas pelas quais o mundo passa e ajude a criar soluções novas para os problemas que se apresentam? O que se percebe é que o atual sistema educacional se mostra distante das necessidades de crianças e jovens do século XXI. O modelo tradicional não retém mais o interesse dos alunos e não os prepara para lidar com os desafios desta geração.
Uma escola inovadora dialoga com as novas tecnologias, sem vê-las como ameaça e, sobretudo, percebendo-as como aliadas no processo de ensino-aprendizagem. E rompe com as barreiras clássicas de organização do espaço escolar, apostando na troca, nos ambientes coletivos compartilhados, nos trajetos pedagógicos que consideram o ritmo e necessidades de aprendizagem particulares de cada aluno/aprendiz. Uma escola que admite que se aprende mais e melhor quando o conteúdo faz sentido naquele contexto, amplia horizontes, expande a compreensão de mundo e apresenta ao aluno dimensões que ele desconhecia. É um lugar que incentiva o trabalho em grupo, a resolução de problemas, a reflexão e a ação.
Nessas escolas “do futuro” que acontecem no presente, o papel do professor é reconfigurado, e ele se torna pesquisador, articulador e facilitador de processos de aprendizagem, exercendo papel fundamental de tutoria de alunos. Esses aprendizes também reconstroem seu papel na escola: são mais autônomos, mais proativos, corresponsáveis pelos seus percursos de aprendizagem, pavimentando coletivamente seu caminho educativo. É preciso repensar o papel da escola e acreditar que há tantas formas inusitadas de aprender quanto maneiras criativas de ensinar.
E onde estão estas escolas? Espalhadas pelo mundo: do Brasil à Finlândia, encontramos exemplos de que é possível transformar a educação. Há escolas que não têm salas de aula, nem turmas, nem provas, caso do Projeto Âncora, em São Paulo. Outras promovem a integração multicultural — como o Ginásio Orestad, na Dinamarca, onde boa parte dos alunos é imigrante ou descendente de não dinamarqueses — e estimulam a criatividade — como a Steve Jobs School, na Holanda, que permite que seus alunos fiquem descalços para que se sintam à vontade, como se estivessem em casa.
Em comum, elas têm o objetivo de fazer o aluno gostar de aprender e perceber a importância deste processo. Escolas que impressionam pela beleza dos espaços, pela felicidade dos alunos, pelo engajamento de professores e gestores, mas também pela satisfação dos pais em ver seus filhos se desenvolverem em uma aprendizagem plena de sentido. O Canal Futura documentou o trabalho dessas e de outras unidades em nove países para a série “Destino: Educação — Escolas Inovadoras” (produzida em parceria com o Sesi Nacional), que estreia dia 1º de setembro.
Há espaço para inovação sempre. Inovar não é modismo, mero ornamento. É algo imperativo. Condição sem a qual dificilmente avançaremos como cidadãos, como sociedade, como nação.

Debora Garcia é gerente de Conteúdo e Mídias Digitais do Canal Futura http://oglobo.globo.com/opiniao/o-futuro-no-presente-19961891